O papel do intermediário de seguros na resolução de um sinistro

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13/02/2026

Um dos momentos mais delicados para um segurado ou seus beneficiários é, sem dúvida, o momento de um sinistro. Geralmente, quem precisa administrar o sinistro lida com a preocupação natural pelas consequências que este evento pode ter no funcionamento habitual tanto de sua vida pessoal quanto de seu negócio. Nesse cenário, a pessoa deve iniciar a tramitação do sinistro junto à entidade seguradora, um processo que, em algumas ocasiões, pode resultar complexo. Exigências de documentação, intervenção de peritos reguladores, avaliação do dano ou cálculo das indenizações são questões podem gerar uma longa sequência de gestões que muitas vezes são exaustivas.

Para lidar com este processo sem sentir o desgaste de todos os procedimentos necessários, existe uma figura que desempenha uma função essencial: o intermediário de seguros.

O intermediário é um profissional independente, cujo papel mais conhecido está vinculado ao momento da venda do seguro. Na fase de contratação, o intermediário, seja um agente ou corretor de seguros, estuda as necessidades do cliente e auxilia na escolha do produto mais adequado à sua situação. Entretanto, essa é apenas uma de suas funções, porque seu trabalho consiste em assessorar o cliente durante toda a vida da apólice. Portanto, ele não atua apenas na assinatura, mas também nas revisões periódicas de coberturas para realizar atualizações e na resolução de sinistros, onde seu papel se torna especialmente valioso para o segurado.

Por ser um profissional independente, o intermediário se coloca entre o segurado e a companhia de seguros, agindo como representante do cliente. Quando um sinistro ocorre, tanto para o cliente quanto para o intermediário e a seguradora, chega o momento da verdade. É uma fase decisiva que, em função do seu desenvolvimento, definirá a relação do cliente com seu assessor e sua companhia de seguros, para o bem ou para o mal. É o momento em que o segurado percebe o valor real do seguro pelo qual pagou um prêmio e no qual poderá decidir se o valor pago valeu a pena.

Porém, quando um intermediário já participou da contratação do seguro, seu conhecimento sobre o produto e sobre as próprias necessidades do cliente possibilitaram a escolha de um seguro com as coberturas e os montantes segurados adequados. Isto facilitará que o resultado final seja favorável quando o sinistro ocorrer, pois os erros que um cliente poderia cometer ao contratar sem assessoria terão sido minimizados.

Ao confiar no intermediário, ele não apenas orientará sobre os passos que devemos dar para agilizar a resolução do sinistro, mas também assumirá a maior parte das gestões, se não todas. Logo de início, ele informará questões fundamentais como a cobertura do dano pela apólice, prazos para a apresentação da declaração de sinistro, providências necessárias para minimizar os danos após o sinistro e ações que é conveniente evitar para não obstaculizar o processo.

Após o sinistro, o intermediário realiza diferentes tarefas essenciais para o cliente. Em primeiro lugar, ele analisa as condições da apólice para entender como o sinistro se enquadra nas coberturas. A partir disso, determina quais garantias devem ser aplicadas ao caso em questão e determina a existência de possíveis exclusões ou limitações por parte da seguradora. Em seguida, ele justifica e argumenta de maneira técnica os motivos pelos quais corresponde o pagamento da indenização.

Também pode ser útil na supervisão do processo de perícia dos danos, orientando o cliente sobre como preparar a visita do perito regulador, detalhando a documentação que possa ser necessária e, posteriormente, realizando uma revisão do relatório pericial para detectar a existência de erros ou de algum tipo de subavaliação.

O conhecimento técnico do intermediário facilitará o correto preenchimento da declaração do sinistro, a coleta de toda a documentação relevante, o acompanhamento contínuo do avanço do expediente e a interlocução fluida com os departamentos técnicos e tramitadores do sinistro. Tudo isso funciona como uma garantia adicional para o cliente, evitando erros ou falhas de comunicação que poderiam causar demoras ou inclusive a negativa de pagamento da indenização. A participação do intermediário minimiza estes riscos.

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