A utilidade do seguro de vida como garantia em hipotecas e empréstimos

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26/02/2026

O seguro de vida é um instrumento extremamente versátil e essa versatilidade o torna uma ferramenta muito útil para planejar diversas situações e, inclusive, facilitar determinadas operações financeiras.

Como é amplamente conhecido, as instituições financeiras não concedem crédito de forma leviana. Antes de assumir o risco de inadimplência, costumam realizar uma análise detalhada da situação pessoal, profissional e patrimonial do solicitante. O objetivo é verificar o grau de segurança de que o cliente poderá pagar o empréstimo e, em caso de imprevisto grave, oferecer garantias, sejam patrimoniais ou financeiras, que permitam ao banco cobrir as parcelas.

Se o cliente que solicita o empréstimo for considerado um risco muito elevado, a instituição financeira costuma exigir garantias adicionais, como o aval de pessoas ou empresas solventes ou a vinculação de bens patrimoniais, como imóveis ou empresas.

Entre essas garantias adicionais inclui-se, cada vez com mais frequência, a contratação de um seguro de vida, especialmente no caso das hipotecas, cujo prazo de amortização costuma ser bastante longo. Nesse caso, considera-se que o risco de inadimplência aumenta consideravelmente se, ao longo dos anos de vigência da hipoteca, falecer de forma prematura alguma das pessoas que gera renda para a família.

Com essa medida, o banco busca proteger seus interesses, mas também evitar que os familiares do titular falecido tenham que arcar com um encargo que nem sempre conseguem pagar ao perder a renda da pessoa falecida. Dessa forma, não apenas se assegura o recebimento da dívida, como também se evitam situações traumáticas para os familiares, que podem resultar em penhora ou despejo.

Não podemos esquecer que, quando uma pessoa falece, seus herdeiros assumem seu patrimônio, mas também suas dívidas. A existência de um seguro de vida é, portanto, uma garantia para a instituição financeira, mas também uma proteção para o bem-estar econômico dos familiares.

Para o segurado, representa também uma forma de planejar sua situação patrimonial diante de imprevistos. Assim, ele evita uma possível descapitalização do patrimônio por falta de liquidez, protege o padrão de vida da família ou, inclusive, preserva os bens vinculados ao crédito, sejam imóveis, empresas ou outros bens de consumo.

Por isso, muitos bancos têm o seguro de vida como um dos instrumentos habituais que garantem suas operações de crédito. Em alguns casos, ele é incluído como requisito indispensável para a aprovação do empréstimo. Em outros, é apenas uma opção que pode resultar na redução da taxa de juros aplicada ao montante do crédito. É frequente que a própria instituição financeira ofereça o seguro, seja por meio de uma seguradora do mesmo grupo ou de outra com a qual mantenha acordo de exclusividade. No entanto, o cliente sempre poderá avaliar outras opções além das oferecidas pelo banco.

Esse tipo de seguro costuma ser um produto de vida risco com capital segurado equivalente ao montante do empréstimo mais os juros, de modo que, se o segurado falecer, será a seguradora quem quitará a dívida, e não os familiares.

Nos seguros de vida vinculados a empréstimos e hipotecas existem dois tipos principais: o seguro de amortização decrescente e o seguro de capital constante. O primeiro é muito comum em empréstimos de longa duração, especialmente nas hipotecas. Nesse tipo de apólice, o capital segurado vai sendo reduzido conforme as parcelas são pagas e a dívida diminui.

Dessa forma, o prêmio anual também pode reduzir ao longo do tempo, embora também seja possível calcular um prêmio nivelado considerando todo o prazo de vigência do crédito.

Já o seguro de vida com capital constante mantém o capital segurado inalterado até o final, mesmo que a dívida com o banco já tenha sido parcialmente quitada. O objetivo desse tipo de apólice é que, caso o titular faleça após vários anos, a instituição financeira receba o capital ainda devido, enquanto o valor excedente seja destinado aos herdeiros ou aos beneficiários designados. Esse produto oferece um nível de cobertura mais amplo do que o seguro de amortização decrescente, razão pela qual seu preço costuma ser mais elevado.

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