Para qualquer consumidor, o preço do produto que deseja adquirir é um dos fatores importantes no momento de tomar a decisão de compra. No entanto, quando falamos de seguro de vida, ele não deve ser o único elemento a ser levado em conta, porque as diferenças de preço costumam refletir também diferenças nas condições oferecidas por cada seguro. Daí podermos dizer que nem sempre o seguro mais barato representa uma grande oportunidade, nem o mais caro é garantia de que cobrimos nossas necessidades da melhor forma possível.
O ideal é encontrar o seguro de vida que se adapte perfeitamente à nossa situação pessoal e familiar. Não se trata de contratar um produto padrão, mas sim aquele que possa ser personalizado de modo a cobrir as necessidades específicas de cada cliente.
O principal é ter sempre em mente qual é o objetivo de um seguro de vida: garantir o bem-estar econômico de nossos entes queridos caso ocorra uma fatalidade imprevista e eles já não possam contar com nossa contribuição para a economia familiar. Portanto, basear a escolha apenas no preço, ainda que seja um fator importante, pode nos desviar do que realmente importa. Assim, convém concentrar-se em analisar de fato nossas necessidades, encontrar os produtos que solucionem essas necessidades e, só então, avaliar as demais questões, entre elas o custo.
Na hora de escolher o seguro de vida que cubra adequadamente nossas necessidades, o principal é definir qual quantia os beneficiários precisarão para subsistir em boas condições econômicas. Ou seja, é preciso calcular qual será o capital segurado, algo que é crucial, embora não seja o único fator, para determinar o custo do prêmio. Esse capital segurado depende das condições particulares de cada pessoa.
Em princípio, pode-se dizer que a soma segurada deveria cobrir, no mínimo, entre cinco e dez vezes nossa renda anual. No entanto, esse valor pode aumentar se houver empréstimos ou financiamentos imobiliários ainda não quitados, filhos menores em fase de criação ou a previsão de que estes venham a cursar o ensino superior, entre outros fatores. A esses elementos podem somar-se outros de natureza profissional, especialmente se o segurado possui uma empresa e deseja planejar adequadamente a sucessão e proteger o patrimônio.
Uma vez estabelecida a soma segurada adequada, convém analisar quantos dos fatores considerados são permanentes e quantos são meramente temporários. Se o mais importante for cobrir encargos financeiros, como hipotecas e empréstimos, e garantir os recursos necessários para criar os filhos, estamos falando de necessidades temporárias, já que as dívidas acabam sendo quitadas e as crianças se tornam adultas. Nesse caso, possivelmente o tipo de seguro de vida mais adequado seja o seguro de vida a termo (também chamado de temporário), no qual o risco é coberto até um momento específico definido na apólice.
No entanto, se o interessado tiver outros fatores, como pessoas dependentes sob sua responsabilidade ou a responsabilidade pelo futuro de uma empresa, suas necessidades já não são temporárias, pois, em princípio, não há um prazo previsível para que esses riscos deixem de existir. Nessa situação, a opção que melhor pode se adequar é um seguro de vida inteira ou permanente.
A análise da situação financeira, patrimonial, empresarial e familiar pode ser bastante complexa, motivo pelo qual convém contar com um corretor de seguros capaz de ajudar a identificar nossas necessidades, já que nem sempre temos plena consciência de todas elas. Uma vez traçado com precisão o perfil da pessoa a ser segurada, torna-se muito mais simples acertar na escolha do produto que realmente cubra as situações específicas de cada indivíduo, sem contratar uma cobertura insuficiente nem pagar a mais por garantias desnecessárias.
Após esses passos, também é preciso levar em conta outros elementos técnicos próprios do seguro de vida. Assim, é recomendável prestar atenção às exclusões, ou seja, às situações que a apólice não cobre. Há seguros que não cobrem invalidez, outros que excluem determinadas doenças graves, entre outros casos. Existem ainda penalidades que podem ser aplicadas em função de diversos fatores de risco, como, por exemplo, o exercício de determinadas profissões, a necessidade de realizar viagens frequentes ou a prática de esportes de risco. São elementos que, quando cobertos, as seguradoras levam em consideração no momento de definir o preço do seguro.
Também é importante que o seguro ofereça certa flexibilidade, pois, com o passar do tempo, tanto a situação pessoal e familiar do segurado quanto sua realidade profissional podem mudar. Por isso, é fundamental que a apólice permita não apenas a alteração dos beneficiários, mas também a modificação do capital segurado, para ajustá-lo às novas necessidades.


