Que perguntas esperar do cliente ao contratar um seguro de vida?

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26/02/2026
O seguro de vida não é um produto rígido. Ao contratá-lo, o cliente deve escolher a modalidade que mais lhe interessa, considerando suas prioridades e os aspectos em que necessita de maior proteção. Encontrar o produto ideal sem a orientação de um mediador profissional não é tarefa simples. Por isso, é natural que o cliente tenha muitas perguntas e que o mediador também o leve a refletir sobre questões nas quais talvez nem tenha pensado. Tanto as dúvidas do cliente quanto as questões levantadas pelo profissional são fundamentais para definir que tipo de seguro de vida se ajusta às necessidades específicas do segurado.

Uma das perguntas que costuma surgir logo nas primeiras conversas é sobre o preço do seguro: “quanto vai me custar?” Uma pergunta aparentemente simples, mas que não tem resposta fácil. A resposta mais honesta costuma ser “depende”, o que muitas vezes gera frustração. O papel do mediador é explicar que esse valor só pode ser determinado após um processo detalhado de análise. O custo final do seguro é resultado de uma série de avaliações, escolhas e decisões tomadas ao longo desse processo.

É então que as perguntas passam ao mediador: O que deseja proteger? Qual é sua situação familiar? Quais compromissos financeiros possui? Exerce uma profissão de alto risco? Esses são apenas alguns dos fatores que determinarão qual produto é mais adequado: um seguro de vida inteira, um temporário ou, talvez, um produto de vida com componente de poupança.

É comum que, ao conhecer as diferentes opções disponíveis, o futuro segurado prefira confiar boa parte das decisões ao profissional que o assessora. Não é raro que a pergunta seguinte seja: “então, qual seguro de vida eu preciso?”

A principal questão que ambos devem responder é: para que preciso do seguro de vida? Com base nessa resposta, será definido o tipo de seguro mais adequado, as coberturas necessárias e o capital segurado. Os objetivos podem variar: proteger economicamente a família em caso de falecimento, garantir o pagamento de compromissos financeiros como dívidas ou hipoteca, cobrir uma eventual invalidez e assegurar renda, planejar a sucessão ou complementar a renda na aposentadoria.

Outra preocupação frequente é definir qual capital segurado seria suficiente para cobrir adequadamente essas necessidades. Para isso, é preciso considerar o número de pessoas que dependem do segurado, as despesas da família, as obrigações financeiras existentes e até mesmo projetar custos futuros, como a educação dos filhos

 

É importante lembrar que o capital necessário pode mudar ao longo do tempo, conforme evoluem a situação financeira e familiar do segurado. Não é a mesma realidade a de um chefe de família com filhos pequenos e hipoteca ativa que a de alguém com filhos independentes e imóvel quitado.

Muitas pessoas questionam a necessidade de contratar um seguro de vida, especialmente quando são solteiras e sem filhos. No entanto, podem existir circunstâncias que justifiquem sua contratação. É o caso de profissionais com negócio próprio e funcionários. Nessas situações, o seguro de vida pode cobrir os impactos econômicos que a empresa possa sofrer com o falecimento do principal executivo. Assim, sócios e herdeiros terão respaldo para garantir a continuidade do negócio.

 

Em muitas das situações mencionadas, o seguro adequado será alguma modalidade de vida risco. Contudo, o cliente pode preferir um produto que permita acumular poupança, de modo que, se falecer, os beneficiários recebam o capital acumulado mais os rendimentos e, se sobreviver até a aposentadoria, possa receber um complemento de renda. Para essas necessidades, existe uma ampla gama de seguros de vida com componente de poupança, que permitem contribuições periódicas ou pagamento por prêmio único.

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